O título de pior investimento no ano passado recaiu sobre a aplicação em Bolsa. Após 5 anos consecutivos de ganhos, o Índice Bovespa sofreu uma violenta retração de 41,22%, contrariando todas as previsões feitas no início de 2008. Em posição contrária, o ouro e o dólar foram os grandes destaques do ano turbulento para os investidores. O metal, tendo como referência o contrato negociado na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros) teve uma alta de 32,13%, enquanto a moeda americana atingiu 31,34% de valorização no mercado interno, puxando para cima a rentabilidade dos fundos cambiais. As aplicações mais conservadoras ficaram bem distantes da turma campeã. Em média, os Fundos de Renda Fixa proporcionaram uma rentabilidade de 12,62% e os Fundos DI, 11,90%, segundo a ANBID. A tradicionalíssima caderneta de poupança apresentou rendimento de 7,90%.
Inflação em 2008 – Para que seja melhor visualizado quanto rendeu sua aplicação, lembre-se que a inflação deve ser levada em conta. Se considerarmos o IGP-M, a taxa de inflação foi 9,81%. Pelo IPCA-15, foi encontrada uma taxa de 6,10%. O primeiro índice contém os preços do varejo, do atacado e da construção civil e o segundo reflete o custo de vida para famílias com renda mensal entre 1 e 40 salários mínimos, moradoras nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza e Belém, além do Distrito Federal e do município de Goiânia.
IGP-M – O IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) é uma das versões do Índice Geral de Preços (IGP). É medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e registra a inflação de preços desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais. Esse índice é formado pelo IPA-M (Índice de Preços por Atacado – Mercado), IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor – Mercado) e INCC-M (Índice Nacional do Custo da Construção – Mercado), com pesos de 60%, 30% e 10%, respectivamente. A pesquisa de preços é feita entre o dia 21 do mês anterior até o dia 20 do mês atual. Esses indicadores medem ítens como bens de consumo (alimentação) e bens de produção (matérias-primas, materiais de construção). Entram, além de outros componentes, os preços de legumes e frutas, bebidas e fumo, remédios, embalagens, aluguel, condomínio, empregada doméstica, transportes, educação, leitura e recreação, vestuário e despesas diversas (cartório, loteria, correio, mensalidade de Internet e cigarro, entre outros), abrangendo toda parcela da população, sem restrição ao nível de renda. É usado para reajustar contrato de aluguel, tarifas públicas e planos e seguros de saúde (contratos antigos).
IPCA-15 – O IPCA-15 é uma prévia do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), o indicador oficial da inflação no país. Como realiza a medição de preços em um período não calculado pelo IPCA, mostra qual será a tendência do resultado do final do mês. Além disso, o IBGE tem uma comparação mais precisa da alta e queda dos preços, pois a cada 15 dias um dos índices é divulgado. A coleta de dados para a medição do IPCA e do IPCA-15 é uma só. O que muda é o período analisado em cada um dos itens. O período de coleta de preços, que acontece em estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços, concessionárias de serviços públicos e domicílios (para levantamento de aluguel e condomínio), vai do dia 16 do mês anterior ao dia 15 do mês atual. São considerados nove grupos de produtos e serviços: alimentação e bebidas; artigos de residência; comunicação; despesas pessoais; educação; habitação; saúde e cuidados pessoais; transportes e vestuário. Eles são subdivididos em outros itens. Ao todo, são consideradas as variações de preços de 465 subitens.
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