SIM, NÓS PODEMOS (em versão carioca)

Festa pela escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016!

Festa pela escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016!

Vendo as Olimpíadas em casa pela TV, sem a verba prometida pelos mantenedores internacionais deste blog para custear a viagem à China, só resta torcer para que em 2016 tenhamos o Rio de Janeiro como sede dos Jogos. Quem sabe naquele ano terei oportunidade de ver pessoalmente a disputa de alguma modalidade esportiva? Por enquanto, é ficar acordado de madrugada vendo dois fatos interesantes: Michael Phelps ganhar mais medalha de ouro do que a soma das medalhas de toda a delegação brasileira em Pequim e descobrir mais uma falcatrua na solenidade de abertura do evento.
Por outro lado, quem não está gostando da campanha do Rio para sediar os Jogos é o pessoal do BOPE. Nas palavras do porta-voz do Capitão Nascimento – aquele mesmo que foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz – os logos utilizados são uma apologia ao uso de uma determinada droga ilícita. Cidade aspirante dá idéia, segundo o assessor, de cidade que enfia nariz a dentro muito pó branco. Sem mais comentários!

O governador Sergio Cabral apresentou novo plano de combate à epidemia de dengue que assola o Rio de Janeiro. Desta vez serão inauguradas mais tendas de hidratação, contratação de médicos, novos projetos de lei para controlar os focos de criadouro do mosquito e… mobilização das polícias Civil e Militar para acabar com o meliante denominado Aedes aegypti, responsável por inúmeras mortes. Agora o inseto-bandidão não terá vez, visto que os integrantes da PC e da PM fluminense terão licença para mandar chumbo grosso para cima dele. A ordem é atirar no malfeitor e depois fazer perguntas.
A nota ruim fica por conta da não participação do Capitão Nascimento e sua equipe do BOPE, tendo em vista o protesto dos movimentos de direitos dos insetos alertar para a hipótese de o mosquito receber o mesmo tratamento dados aos humanos. Para contornar essa situação, foi acertada a participação dos agentes do DETRAN-RJ, os quais terão a função de ordenar o fluxo de trânsito do Aedes pela cidade. Como diriam os americanos: “It’s war, baby.”
Os especialistas alertam: a epidemia de dengue que ora assola a Cidade Maravilhosa e algumas cidades do interior pode apresentar números ainda mais crescentes neste ano, se a população local não for ensinada combater o “Aedes aegypti”, mosquito que já matou 48 pessoas em 2008. Nos hospitais de tratamento pode-se observar inúmeros pacientes, em sua maioria crianças. As medidas emergenciais anunciadas esta semana pelo Ministério da Saúde e pelos governos municipal e estadual ainda não se mostraram resultados alentadores, a não ser o reforço no combate ao criadouro do terrível inseto.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, prometeu uma série de medidas para conter a dengue, incluindo o envio ao Rio de Janeiro de centenas de funcionários de saúde de outras unidades da Federação. Paralelo a isso, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, confirmou a ajuda das Forças Armadas, que vão contribuir em duas frentes: aviões da Aeronáutica combaterão em duelo aéreo com o mosquito e tanques do Exército dispararão suas poderosas munições contra as larvas ao vetor e promoverão a instalação de barracas de campanha para atendimento primário, principalmente com a finalidade de hidratar as vítimas da guerra da doença. A meta é acabar com o mosquito para assim acabar com a epidemia.
O governador Sergio desistiu de lançar Eduardo Paes, secretário estadual de Esportes, como candidato à prefeitura do Rio, uma vez que foram criados obstáculos dentro do próprio PMDB quanto ao nome do assessor governamental. Com isso abriu-se a oportunidade para um melhoramento ainda mais da relação entre Cabral e Lula e ambos decidiram que de agora em diante apoiarão o deputado estadual Alessandro Molon, do PT, numa chapa que conta ainda com o advogado Regis Fichtner, do PMBD, atual secretário de governo fluminense.

Muito embora as autoridades neguem, a cidade do Rio de Janeiro já está vivendo uma epidemia de dengue e não estou falando em tom empírico, já que os números demonstram essa situação. Para o Ministério da Saúde, uma epidemia se configura quando as taxas de ocorrência de uma doença são superiores a 300 casos por grupo de 100 mil habitantes. De janeiro até este mês já foram registrados cerca de 20 mil casos, o que dá 346/100 mil. A incidência da chuva, a teimosia da população em não tomar cuidados necessários para evitar a proliferação do mosquito, o desaparelhamento dos hospitais públicos e o jogo de empurra entre as autoridades parecem contribuir cada vez mais para o aumento dessa terrível estatística. Enquanto isso, a população sofre, principalmente as clianças.
Bastou ser anunciado e confirmado pelo próprio deputado federal Gabeira o seu nome como pré-candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro – numa aliança entre o PV, PSDB e PPS – para que os outros partidos também fizessem o mesmo. O deputado Chico Alencar lança-se como a indicação inicial do PSOL; Jandira Feghali, secretária de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia de Niterói, é a provável pré-candidata pelo PCdoB; o deputado estadual Alessando Molon surge como favorito no PT. Com tantos nomes em profusão, corre o risco da esquerda (será que ainda podemos confiar neste rótulo?) ter os seus votos pulverizados entre eles, facilitando a permanência da linha política defendida por César Maia. Até outubro teremos vários capítulos a respeito da sucessão no Rio. É só aguardar!
O deputado federal pelo PV Fernando Gabeira confirma que sairá candidato à Prefeitura do Rio em outubro, numa coligação que inclui ainda o PPS e o PSDB. Os tucanos deverão indicar o vice para compor a chapa e o nome mais badalado é o do deputado estadual Luiz Paulo Rocha. Gabeira ainda afirma que outros partidos poderão fazer parte da coligação e nos bastidores comenta-se que o PDT poderá abraçar esta campanha. Quem sabe não é um laboratório para as eleições de 2010?
A ex-governadora e atual secretária de Ação Social e Direitos Humanos, Benedita da Silva, anunciou agora à pouco a sua desistência à pré-candidatura à prefeitura do Rio de Janeiro, alegando que este ato permite ao PT caminhar no sentido de encontrar uma unidade em torno de um nome com plena change de vitória em outubro. Com isso, tudo caminha para a escolha entre dois nomes: o ex-deputado Vladimir Palmeira e o deputado estadual Alessandro Molon. As prévias estão marcadas para o dia 30 de março.
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